BLOG SBAN: Alimente-se com ciência

Como a alimentação pode colaborar no combate ao cansaço?

Publicado em: 01/05/2021 Autor: Rosana Farah Lamigueiro Toimil*

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Photo by Isabella and Zsa Fischer

A alimentação está intimamente relacionada com nosso bem-estar físico e mental, isto porque os nutrientes além de desempenharem diversas funções no nosso organismo também são precursores de neurotransmissores como a serotonina (triptofano), dopamina e noradrenalina que podem auxiliar no combate ao cansaço e promover o bem-estar.

Conheça alguns alimentos que podem aumentar a sua disposição:

Banana: contém triptofano e vitamina B6;

Massas e pães integrais: aumentam a secreção de insulina que favorece a produção de serotonina;  

Alimentos que contém cromo: nozes, cereais integrais, fígado e ameixa que auxiliam no humor e disposição;

Peixes de águas profundas: como o salmão e a truta que contém ômega 3, importante na síntese de neurotransmissores;

Castanha do Brasil: rica em selênio que é um antioxidante;

Chocolate amargo: contém tirosina que auxilia na produção de dopamina.

Vale ressaltar que um dos sintomas da anemia ferropriva é o cansaço excessivo, logo deve-se prestar atenção para o consumo de alimentos-fonte de ferro, como carnes bovinas, suínas, gema de ovo e leguminosas.

Por outro lado, uma alimentação rica em gorduras (sobretudo frituras), carboidratos simples, proteínas e açúcares em excesso pode contribuir para uma menor disposição no dia a dia. Da mesma forma, fazer apenas duas refeições com grandes quantidades de alimentos, pode levar a uma digestão muito lenta, "desviando" uma parte da energia que seria destinada a outras funções para a digestão.

Assim, para o seu bem-estar lembre-se de fracionar a alimentação ao longo do dia (menor volume e maior número de vezes) e que a refeição seja equilibrada, completa contendo cereais (integrais de preferência), leguminosas, folhosos, legumes, gorduras "boas" (mono e poli saturadas), carnes magras, frutas e um bom consumo de água entre as refeições.

*Rosana Farah Lamigueiro Toimil é Nutricionista, Professora da Universidade Presbiteriana Mackenzie, em São Paulo, Sócia Proprietária da Ávvia Educação e membro da Diretoria da SBAN.

 

FDA informa que transmissão do novo coronavírus por meio de alimentos e embalagens é muito improvável

Publicado em: 01/04/2021 Autor: Márcia Terra*

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Photo by Kai Pilger

Há mais de um ano desde que o surto do novo coronavírus foi declarado emergência de saúde global, o USDA (Departamento de Agricultura), a FDA (Agência de Alimentos e Medicamentos) e o CDC (Centros para Controle e Prevenção de Doenças) dos EUA informaram que as atuais informações epidemiológicas e científicas não indicam transmissão de COVID-19 por meio de alimentos nem de suas embalagens.

Essas informações são apoiadas por um importante consenso científico internacional, elaborado recentemente pela Comissão Internacional de Especializações Microbiológicas para Alimentos (ICMSF), o qual declarou que: “Apesar dos bilhões de refeições e embalagens de alimentos manipulados desde o início da pandemia, até o momento não houve qualquer evidência de que alimentos, embalagens de alimentos ou manipulação de alimentos sejam uma fonte ou importante via de transmissão para SARS-CoV-2. ”

A COVID-19 é uma doença respiratória transmitida de pessoa para pessoa, ao contrário dos vírus transmitidos por alimentos ou gastrointestinais, como o norovírus e a hepatite A, que costumam deixar as pessoas doentes por meio de alimentos contaminados. Embora haja relativamente poucos relatos de vírus sendo detectados em alimentos e embalagens, a maioria dos estudos se concentra principalmente na detecção da impressão digital genética do vírus, em vez de evidências de transmissão do vírus resultando em infecção humana. Dado que o número de partículas de vírus que teoricamente poderiam ser captadas tocando uma superfície seria muito pequeno e a quantidade necessária para infecção por inalação oral seria muito alta, as chances de infecção ao tocar a superfície da embalagem ou consumir alimentos são consideradas extremamente baixas.

A FDA, é a agência do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos EUA, protege a saúde pública garantindo segurança, eficácia e segurança de medicamentos humanos e veterinários, vacinas e outros produtos biológicos para uso humano e dispositivos médicos. Também é responsável pela segurança e proteção do abastecimento de alimentos, cosméticos, suplementos dietéticos, produtos que emitem radiação eletrônica e pela regulamentação dos produtos de tabaco. Seu equivalente no Brasil é a ANVISA – Agência Nacional de Vigilância Sanitária, do Ministério da Saúde.

Mais informações:

https://www.usda.gov/media/press-releases/2021/02/18/covid-19-update-usda-fda-underscore-current-epidemiologic-and

*Márcia Terra é nutricionista e membro da Diretoria da SBAN.

 

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